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Mulheres tem salários 24% menor do que os dos homens

Mulheres tem salários 24% menor do que o dos homens

 

Em todo o mundo, as mulheres que são remuneradas recebem 24% menos do que os homens e ocupam menos de um quarto das posições de chefia nas empresas.

Essa é uma das conclusões do relatório “O Trabalho como Motor do Desenvolvimento Humano” divulgado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) no último mês (leia o relatório em inglês aqui).

O relatório apresenta nova estimativa detalhada sobre a divisão do trabalho, não apenas o trabalho remunerado, entre homens e mulheres. Embora as mulheres realizem 52 % de todo o trabalho no mundo, ainda existem desigualdades evidentes na distribuição do trabalho.

Situação das mulheres

Por mais que as mulheres contribuam com 52% do trabalho global, a população masculina predomina no ofício remunerado, restando às mulheres uma fatia expressiva dos serviços não pago, principalmente os domésticos. E no Brasil, a desigualdade profissional entre homens e mulheres ainda é algo acentuado.

De acordo com o relatório, as mulheres têm menos probabilidade de ser pagas por seu trabalho do que os homens, sendo que três em cada quatro horas de trabalho não remunerado são realizadas por mulheres. Em contrapartida, os homens respondem por duas de cada três horas de trabalho remunerado.

Considerando que são as mulheres que assumem a prestação de assistência a membros da família mais vulneráveis, o relatório adverte que, com o envelhecimento das populações, essa disparidade pode aumentar.

Para reduzir essa desigualdade, as sociedades necessitam de novas políticas, incluindo a melhoria do acesso aos serviços de prestação de cuidados remunerados. Garantir a igualdade de remuneração, assegurar licenças maternidade e paternidade remuneradas, e combater o assédio e as normas sociais que excluem tantas mulheres do trabalho remunerado são algumas das mudanças necessárias. Isso permitiria que a sobrecarga do trabalho não remunerado de prestação de assistência fosse partilhada de forma mais ampla, dando às mulheres a possibilidade efetiva de optar, ou não, por integrar o mercado de trabalho”, afirmou Helen Clark, administradora mundial do PNUD.

Salários e igualdade profissional só em 2133

Apesar da participação feminina cada vez maior na sociedade, a desigualdade entre homens e mulheres persiste ao redor do mundo. Dados divulgados pelo Fórum Econômico Mundial revelam que a equiparação entre os sexos só deve ocorrer daqui a mais de 100 anos, em 2133.

O Índice Global de Desigualdade de Gênero de 2015 analisou 145 países, entre eles o Brasil (85º lugar). Islândia (1º), Noruega (2º) e Finlândia (3º) lideram o ranking, com Síria (143º), Paquistão (144º) e Iêmen (145º) nas últimas posições.

 

Com informações do PNUD e da BBC.

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One comment

  1. Eu também sofria de desigualdade no meu local de trabalho

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